Indicadores de alfabetização científica na produção de crônicas
Nome Completo:
José Marcelo Cangemi
Unidade da USP:
Interunidades em Ensino de Ciências
Programa de Pós-Graduação:
PIEC Interunidades
Nível:
Mestrado
Resumo:
Esse trabalho teve como objetivo identificar a presença de indicadores de Alfabetização Científica na produção de crônicas dos alunos do ensino médio. Utilizaram-se os indicadores de Bybee (1997), para quem a Alfabetização Científica ocorre de forma processual e gradual, propondo distinguir certos graus de alfabetização e sugerindo considerar a mesma em quatro níveis, conforme segue: nominal, funcional, estrutural e multidimensional. Trabalhou-se com um ciclo de cinco aulas, onde os alunos produziram três textos, que serviram para a análise do nível de AC atingido pelos mesmos, utilizando análise textual discursiva (ATD), ancorados no trabalho de Moraes e Galiazzi (2006). As unidades de análise são palavras de interesse para enquadrar as frases das crônicas dos alunos dentro dos indicadores de Bybee, já que existe um contexto para as mesmas. Foram selecionadas palavras de interesse, que apareceram nas crônicas: gás (ou gases), flatulência, peido, "pum", carniça, intolerância à lactose, aquecimento global, enzimas, lactose, lactase, fake news, calor, Sol e compostos químicos relacionados ao cheiro desagradável, no caso enxofre e metano. Essas palavras e frases, quando se repetem, indicam um determinado indicador de AC. De maneira geral, os textos que são produzidos nas aulas de ciências são textos dissertativos argumentativos (descrições), sendo que a crônica não é um tipo de texto que o professor de ciências da natureza utiliza. O trabalho mostra que usar crônica pode ser uma forma de tornar as aulas mais agradáveis devido à presença do humor, como também se mostrou um caminho válido para verificar em que estágio da AC encontra-se o aluno.