Eficácia da associação de andaimes de fibrina, nanohidroxiapatita e fotobiomodulação com laser de baixa potência vermelho e infravermelho simultâneos na reparação óssea
Nome Completo:
Jéssica de Oliveira Rossi
Unidade da USP:
Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia
Programa de Pós-Graduação:
FMVZ
Nível:
Doutorado
Resumo:
Biomateriais e biofármacos para corrigir grandes defeitos ósseos são uma área promissora da ciência translacional. Um novo bioproduto, purificado do veneno de cobra e do fibrinogênio do sangue de búfalo, despertou interesse na reparação de úlceras venosas e, ampliando os usos potenciais, formou biocomplexos em combinação com enxertos ósseos, associados a terapias físicas ou isoladamente. Cerâmicas à base de hidroxiapatita (HA) são amplamente utilizadas como substitutos ósseos artificiais devido às suas propriedades biológicas vantajosas. A fototerapia na regeneração óssea é uma abordagem terapêutica que utiliza luz para estimular e acelerar o processo de reparo e regeneração do tecido ósseo. O objetivo deste estudo pré-clínico foi avaliar a fotobiomodulação a laser de baixo nível (PBM) em defeitos críticos na calvária de ratos preenchidos com nanohidroxiapatita (NH) associada ao biopolímero de fibrina heteróloga (HFB). Foram utilizados sessenta animais, divididos em 6 grupos (n = 10 cada): G1 (NH); G2 (HFB); G3 (NH + HFB); G4 (NH + PBM); G5 (HFB + PBM); G6 (NH + HFB + PBM). A PBM utilizou simultaneamente emissão de luz vermelha (R) e infravermelha (IR), aplicada intraoperatoriamente e duas vezes por semana, até o final do experimento aos 42 dias. Na microtomografia, a formação óssea pode ser observada inicialmente nas margens do defeito, sendo mais evidente no G5. Microscopicamente, a formação óssea demonstrou trabeculação imatura e desorganizada aos 14 dias, com restos dos materiais de enxerto. Aos 42 dias, a porcentagem de novo osso formado foi maior em todos os grupos, especialmente no G5 (HFB, 45,4 ± 3,82), com fibras de colágeno em um grau mais avançado de maturação e coloração amarelada-verde na análise de birrefringência com Picrosírio vermelho. Portanto, conclui-se que a combinação HFB + PBM apresentou maior eficácia no processo de reparo e tem potencial para futuros estudos clínicos.