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Press Release - Teses e Dissertações

Dados fornecidos pelos egressos da pós-graduação.

O conflito como um aspecto do Republicanismo na filosofia política de Maquiavel: elementos que sustentam uma república na História de Florença

Details
16 September 2025
Last Updated: 16 September 2025

Nome Completo:

Alcides Borges Neto

Unidade da USP:

Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas

Programa de Pós-Graduação:

Filosofia

Nível:

Mestrado

Resumo:

Conflitos que constroem: A Relevância Social da Pesquisa sobre Maquiavel. Vivemos em uma época marcada por tensões políticas, polarizações e dificuldades em lidar com a diversidade de opiniões e interesses. Nesse cenário, minha pesquisa busca compreender como o conflito – muitas vezes visto apenas como algo negativo – pode, na verdade, ser uma força essencial para o funcionamento saudável de uma sociedade republicana. O estudo parte da obra História de Florença, escrita por Nicolau Maquiavel, pensador renascentista conhecido por sua análise realista da política. Embora menos conhecida do que outros textos seus, essa obra oferece reflexões profundas sobre o funcionamento das instituições, as disputas entre elites e povo, e os efeitos dos conflitos internos na estrutura política. A partir dessa leitura, a dissertação demonstra que, para Maquiavel, os conflitos sociais não precisam ser evitados a qualquer custo. Ao contrário: quando bem conduzidos por leis e instituições sólidas, esses conflitos podem promover a liberdade, equilibrar o poder entre diferentes grupos e impedir a dominação de uma única classe sobre as demais. Esse entendimento é especialmente relevante para o Brasil, país que frequentemente enfrenta dificuldades para lidar com seus próprios conflitos históricos e sociais. O trabalho destaca quatro pilares essenciais para a manutenção de uma república: a capacitação dos governantes, o reconhecimento das forças sociais em disputa (os chamados humores), a importância de amparar os conflitos extremos por meio da lei e o equilíbrio entre os poderes. Em suma, não se trata de eliminar o conflito, mas de canalizá-lo para o bem comum. Essa perspectiva pode contribuir para o debate público e político contemporâneo ao oferecer um novo olhar sobre a importância da diversidade de ideias, da crítica, do embate democrático e da construção de instituições que saibam escutar, conter e transformar os conflitos em motor de progresso social. Em última análise, a pesquisa convida a sociedade a repensar o papel do desacordo e da diferença não como ameaça, mas como condição necessária para a convivência democrática e o fortalecimento das liberdades.

AI-Driven optimization modeling of cutting tool geometry for evaluating machining performance

Details
16 September 2025
Last Updated: 16 September 2025

Nome Completo:

Igor Henrique de Freitas

Unidade da USP:

Escola Politecnica

Programa de Pós-Graduação:

Engenharia Mecânica

Nível:

Mestrado

Resumo:

A usinagem é um dos processos mais relevantes na indústria de manufatura, com impacto direto nos custos e na eficiência dos sistemas produtivos. Recentes avanços em inteligência artificial (IA), têm possibilitado novas abordagens para otimização de processos. A aplicação de técnicas de aprendizado de máquina (AM) em usinagem permite explorar relações entre variáveis que antes eram compreendidas principalmente por meio empírico. No entanto, a complexidade física e o comportamento não linear desse processo dificultam a obtenção de modelos preditivos precisos. Este trabalho tem como objetivo aplicar métodos de AM — Lasso e Light Gradient Boosting Machine (LGBM) — para modelar a força de corte em processos de torneamento, a partir de dados obtidos por simulações de elementos finitos bidimensionais. Os modelos consideram variáveis como ângulo de saída e velocidade de corte junto com comportamento mecânico dos materiais com base na equação constitutiva de Johnson-Cook encontrando em sua maioria que o produto do ângulo de saída com algumas constantes de Johnson-Cook resultou em uma melhora da previsibilidade dos modelos. Após a modelagem, aplicaram-se os métodos de otimização de Powell e algoritmos genéticos para identificar configurações que minimizem a força de corte. Os resultados demonstraram que o modelo Lasso apresentou maior capacidade de generalização, enquanto o LGBM mostrou limitações na predição das forças de corte contínua, enquanto o algoritmo genético se mostrou mais eficiente na busca dentro de um espaço com mínimos locais (fornecido pelo algoritmo LGBM), a otimização de Powell se mostrou mais eficiente em tempo e em resultado para modelos simples como Lasso. A análise comparativa entre os métodos empregados permitiu validar um método de otimização e projeto de engenharia suportado por dados e IA.

Insegurança alimentar em pacientes com câncer de cabeça e pescoço

Details
16 September 2025
Last Updated: 16 September 2025

Nome Completo:

Priscila Bastos de Souza

Unidade da USP:

Faculdade de Saúde Pública

Programa de Pós-Graduação:

Saúde Pública

Nível:

Mestrado

Resumo:

A insegurança alimentar (IA) é a capacidade limitada ou incerta de obter alimentos aceitáveis de maneiras dignas, qualitativamente e/ou quantitativamente, podendo ter um impacto negativo na saúde. O câncer é uma das principais causas de morte no mundo, configurando um importante problema de saúde pública. Faltam estudos sobre a relação entre a IA e os desfechos relacionados ao câncer. Os objetivos deste estudo são descrever a frequência da IA entre pacientes com câncer de cabeça e pescoço (CCP); avaliar a associação entre IA e estadiamento do câncer; identificar como a IA afeta o tratamento, prognóstico e a qualidade de vida em pacientes com câncer. Foram conduzidos dois estudos. Para revisão sistemática, foi realizada uma investigação dos desfechos da IA em pacientes com câncer. Para o estudo transversal, os indivíduos foram selecionados a partir do estudo PRONON: Estudo epidemiológico, molecular e translacional em carcinoma epidermóide de cabeça e pescoço: aplicações no diagnóstico e tratamento, que avaliou pessoas com CCP sem fatores de risco (adultos jovens ou idosos não tabagistas/ etilistas). A IA foi avaliada por meio da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA). Sua associação com o estadiamento do câncer considerou também fatores demográficos, socioeconômicos, antropométricos, uso de tabaco e álcool, saúde mental e qualidade de vida. Como resultados, na revisão sistemática foram identificados 158 artigos, dos quais 7 estudos observacionais atenderam aos critérios de inclusão e exclusão. Esses estudos avaliaram a prevalência e os impactos da insegurança alimentar em pacientes oncológicos, com amostras de diversidade sociodemográfica e predomínio de participantes dos Estados Unidos. A prevalência de insegurança alimentar variou entre 17% e 71%, estando associada a desfechos negativos, como maior risco de depressão (p = <0,001), pior qualidade de vida (p = < 0,001) e dificuldades no acesso a medicamentos (p = 0,002 e 0,03) e à alimentação adequada (p = 0,005 e 0,015). No estudo transversal com pacientes com CCP, houve diferença estatisticamente significativa entre a presença de insegurança alimentar e as variáveis raça (p = 0,019), toxicidade financeira (p = 0,023), depressão (p = 0,038) e perda de peso (p = 0,002), indicando que esses fatores se distribuem de forma diferente entre os grupos com e sem insegurança alimentar. Essa foi uma pesquisa inovadora na área de insegurança alimentar para a saúde pública, mas os resultados apontam para a necessidade urgente de incorporar a triagem e o enfrentamento da IA como parte integrante do cuidado oncológico.

Inovação social no terceiro setor: análise de ONGs de apoio a pessoas com infecções sexualmente transmissíveis

Details
16 September 2025
Last Updated: 16 September 2025

Nome Completo:

Luiz Eduardo Giovanelli

Unidade da USP:

Esalq, departamento de Economia e Administração

Programa de Pós-Graduação:

Programa de pós-graduação em administração

Nível:

Mestrado

Resumo:

As infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como HIV, HPV, sífilis e hepatites virais, ainda são um grande desafio para a saúde pública no Brasil. Todos os anos, milhares de pessoas recebem um diagnóstico que poderia ser evitado com informação e prevenção, mas o problema vai além da questão médica. O estigma, o preconceito e a desinformação continuam afastando muita gente do cuidado necessário, principalmente entre grupos historicamente marginalizados, como a comunidade LGBTQIAPN+. Diante desse cenário, as organizações não governamentais (ONGs) têm assumido um papel essencial. Mais do que apenas prestar apoio e acolhimento, elas desenvolvem práticas que podem ser chamadas de inovação social: formas criativas e transformadoras de enfrentar problemas complexos. A minha pesquisa de mestrado investigou como ONGs de diferentes regiões do país trabalham com pessoas vivendo com ISTs e como suas práticas podem ser consideradas geradoras de inovação social. A inovação social é quando uma comunidade, instituição ou organização encontra novas formas de resolver problemas antigos, especialmente aqueles que afetam pessoas em situação de vulnerabilidade. Nessa vertente, a inovação social busca inclusão, equidade e transformação social por meio de práticas singulares de atividades locais. Os resultados mostram que, mesmo enfrentando dificuldades financeiras e preconceitos, essas organizações criam soluções capazes de modificar realidades. Elas organizam oficinas educativas, promovem campanhas de conscientização, atuam junto ao Sistema Único de Saúde para ampliar a prevenção e o tratamento, e oferecem acolhimento a quem sofre discriminação. Muitas vezes, também participam da criação de políticas públicas, levando para os governos as vozes de quem vive diariamente com essas infecções. Os efeitos dessas práticas aparecem de forma direta, quando mais pessoas têm acesso à informação clara, buscam diagnóstico precoce e encontram um espaço de acolhimento sem julgamento. Também aparecem de maneira indireta, porque essas ações contribuem para reduzir preconceitos e fortalecer a ideia de que a saúde é um direito de todos, independentemente da identidade, da orientação ou da condição social. Essa pesquisa evidencia que, quando olhamos para o enfrentamento das ISTs, não estamos falando apenas de medicamentos ou hospitais, mas também de inclusão, cidadania e respeito. As ONGs mostram que é possível inovar sem precisar de tecnologia avançada: basta ouvir a comunidade, criar soluções coletivas e lutar para que ninguém seja deixado de lado. Em um país onde cerca de 28 brasileiros morrem por dia em decorrência da Aids, segundo o Boletim Epidemiológico HIV/Aids de 2024, apoiar e valorizar essas iniciativas significa acreditar em uma sociedade mais justa, informada e solidária. O estudo aponta que as ONGs não são apenas parceiras do Estado, mas protagonistas na construção de respostas humanas e inovadoras para um problema que atinge a todos nós.

A influência da cultura BPM nas práticas e barreiras da economia circular nas organizações

Details
16 September 2025
Last Updated: 16 September 2025

Nome Completo:

Alexandre Rodrigues Cajuela

Unidade da USP:

Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto

Programa de Pós-Graduação:

Administração de Organizações

Nível:

Doutorado

Resumo:

Como podemos proteger o planeta e usar melhor os recursos naturais? Essa é a pergunta da minha tese de doutorado na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. O estudo propõe um caminho promissor: a Economia Circular. Hoje, vivemos em uma economia linear, que funciona assim: extrair, produzir, usar e descartar. Esse modelo gera muito lixo e consome recursos naturais de forma insustentável. A Economia Circular oferece uma alternativa: ela busca reduzir o desperdício, reutilizar e reciclar materiais, mantendo produtos em uso por mais tempo e ajudando a regenerar a natureza. Mas como as empresas podem adotar esse modelo? Minha pesquisa mostra que o Gerenciamento de Processos de Negócio (BPM) pode ser estratégia que pode contribuir nessa transição. BPM não é só um conjunto de técnicas — é uma forma de pensar e agir que valoriza o trabalho em equipe, a melhoria contínua e a inovação nos processos da empresa. Os principais achados da pesquisa foram: • A cultura BPM impulsiona a Economia Circular: empresas com uma cultura forte de BPM — baseada em colaboração, excelência e responsabilidade — conseguem aplicar práticas circulares com mais eficiência. Por exemplo, projetam produtos mais fáceis de reciclar ou gerenciam seus resíduos de forma inteligente. • Métodos de BPM fortalecem essa cultura: ferramentas como medição de desempenho, documentação de processos e gestão de mudanças ajudam a criar uma cultura voltada para resultados e inovação, essencial para a Economia Circular. E como isso afeta a sociedade? Empresas que adotam essa abordagem podem: • Reduzir o impacto ambiental, diminuindo a geração de resíduos e o uso de novos recursos. • Criar produtos mais duráveis e ecológicos, com design que facilita o reaproveitamento e a reciclagem. • Transformar resíduos em valor, reaproveitando materiais e criando oportunidades de negócio. Essas ações contribuem para um planeta mais saudável, uma economia mais eficiente e um futuro mais sustentável, no qual o bem-estar das pessoas e a preservação dos ecossistemas são prioridades. Por fim, é importante destacar que, embora a cultura BPM seja essencial, ela não resolve sozinha todos os desafios. Questões financeiras, estruturais e tecnológicas ainda exigem estratégias complementares para que a transição para a Economia Circular seja completa.

Dançando com fantasmas: articulações de gênero, raça e classe em uma companhia de "ballet" de São Paulo

Details
16 September 2025
Last Updated: 16 September 2025

Nome Completo:

Carolina Paes de Barros

Unidade da USP:

Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas

Programa de Pós-Graduação:

Antropologia Social

Nível:

Mestrado

Resumo:

A pesquisa investiga os discursos, práticas e disputas em torno de gênero, raça e classe social em uma companhia de ballet clássico na Zona Leste de São Paulo. A pesquisadora, que também é bailarina, compartilhou com seus interlocutores momentos de aulas, bastidores, ensaios e apresentações, além de realizar entrevistas com os artistas da companhia. Objetivou-se posicionar o ponto de vista da pesquisadora a partir da coxia, e não de uma cadeira da plateia, privilegiando os tropeços, as tensões e desconfortos que estão presentes no cotidiano dos profissionais estudados. Há três conceitos centrais nesta pesquisa. O primeiro deles é a ideia de assombração ou fantasma. As personagens femininas do repertório da companhia estudada representam uma idealização da feminilidade na forma de mulheres etéreas, que habitam o entremundo dos mortos-vivos. Associou-se essa imagem à ideia da socióloga Avery Gordon, para quem os fantasmas sociais são entendidos como problemas mal resolvidos social e historicamente, que ficam latentes e emergem em momentos de tensão. O segundo conceito é o de chão, na concepção do teórico da dança e performance André Lepecki. O autor nos provoca a pensar o chão liso, plano e branco, que permitiu que o ballet clássico se firmasse como técnica, arte e metodologia na Europa do século XVIII, só pôde existir devido à exploração econômica e a violência colonial no Sul Global. Como esse fantasma do passado se desdobra no presente, em São Paulo? Emprestando de Lepecki a observação do piso, não apenas no sentido metafórico, mas também material e literal, os bailarinos e bailarinas que contribuíram com a pesquisa pisam em um chão instável, sem segurança financeira ou garantias trabalhistas. O terceiro conceito central é o do Corpo-MEI. O Micro Empreendedor Individual é o profissional autônomo que se desdobra em múltiplos trabalhos para fechar o mês; na cena profissional de dança de São Paulo, esse profissional se responsabiliza por suas próprias lesões e adoecimento, não possui garantias, benefícios ou direitos. É um corpo marcado pelo cansaço e sobrecarga. Tendo por base os estudos de Cida Bento e Lia Schucman sobre branquitude, foi observado que o ballet encarna um conjunto de valores culturais e políticos da branquitude paulista, muito embora os profissionais dessa dança não sejam apenas pessoas brancas, mas também pretos e pardos, os quais disputam por representatividade e diversidade nesse meio profissional. Os profissionais de ballet clássico estudados encontraram-se, durante o processo de pesquisa, em uma posição de precariedade de vínculos de trabalho, recebendo salários insuficientes para seu sustento, dependendo de ajuda da família ou de outros trabalhos para conseguirem se sustentar financeiramente. Para além da descrição das questões relativas à companhia individualmente, a pesquisa traz reflexões sobre a viabilidade da cena da dança profissional no contexto brasileiro e como o ballet clássico se atualiza nos corpos do "aqui e agora" da pesquisa. Esse processo, longe de ser pacífico, é caracterizado por tensionamentos, assombrações e um chão instável e esburacado sobre o qual se equilibram bailarinos e bailarinas.

Ministro vs Tribunal: Como A Fragilização Da Coesão Institucional Do STF Impacta A Democracia

Details
16 September 2025
Last Updated: 16 September 2025

Nome Completo:

Natália Pinheiro Alves Batista

Unidade da USP:

Faculdade de Direito (Largo São Francisco)

Programa de Pós-Graduação:

Programa de Pós-Graduação em Direito - Departamento de Direito do Estado

Nível:

Doutorado

Resumo:

O trabalho se concentra no processo de ascensão de um perfil altamente individualizado na atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo central da tese é desenvolver um argumento analítico sobre o processo de individualização do STF e seus efeitos na perspectiva da dinâmica democrática. O esforço que será empreendido se manifesta em perspectiva analítico-descritiva sobre o fenômeno de individualização do tribunal e analítico-explicativa sobre como o fenômeno se relaciona com a dinâmica interinstitucional na democracia brasileira. O argumento da tese, em perspectiva analítico-descritiva, demonstra que o STF passou por um processo de fragilização das normas de colegialidade com concorrência e substituição por regras formais e informais de individualismo que abriu espaços para disfuncionalidades como o exercício do poder do tribunal por ministros de forma individual e isolada, sem posição colegial que o substancie ou mesmo contra posição majoritária já conhecida do tribunal, substituindo a equação interinstitucional "tribunal vs outras instâncias de poder" por "ministro vs. outras instâncias de poder". Em perspectiva analítico-explicativa, argumenta-se que o enfraquecimento das normas de colegialidade implica fragilização na fundamentação para sua centralidade na dinâmica democrática, o que gera como consequência uma fragilização do próprio tribunal enquanto corpo institucional minimamente coeso com centralidade justificada. A fragilização do tribunal, por sua vez, acarreta prejuízo para o exercício de importantes funções constitucionais que lhe foram confiadas, como o controle de abuso de poder e a defesa dos predicados da democracia. O contexto de declínio da democracia brasileira com a ascensão da extrema-direita e os ataques ao tribunal reforçou o argumento, na medida em que impôs a necessidade de frear o processo de individualização e a adoção de estratégias contextuais de coesão. Palavras-chave: Supremo Tribunal Federal. Individualismo. Coesão. Fragilidade institucional. Democracia.

Lógica Da Superstição: Uma Leitura Espinosana. Comentários ao apêndice da parte I da Ética e ao prefácio do Tratado Teológico-Político

Details
16 September 2025
Last Updated: 16 September 2025

Nome Completo:

Bruno Henrique de Souza Soares

Unidade da USP:

Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas

Programa de Pós-Graduação:

Programa de Pós-Graduação em Filosofia

Nível:

Mestrado

Resumo:

A filosofia de Espinosa realiza uma interpretação para o fenômeno da superstição, e ao fazê-lo, contribui para uma compreensão não moralista dos afetos, mas, pelo contrário, compreendendo o caráter natural de nossos afetos, assim como a busca de uma explicação coerente para a superstição. A filosofia espinosana se coloca como combate à servidão, e por isso, a crítica e combate da superstição tem papel central. No presente trabalho busca-se compreender a Lógica da superstição, ou seja, compreender seu modo de funcionar, seus processos, sua lógica própria de operar. Para tanto realiza uma leitura detida do Apêndice do De Deo na Ética e o Prefácio ao Tratado Teológico-Político, e assim, demonstrar a estrutura [fabrica] da superstição, suas causas e efeitos. O percurso empreendido se dá com o primeiro capítulo, O (insólito) conceito de Deus, no qual busca refletir a relação entre a ordem geométrica e a superstição, assim como a centralidade da subversão espinosana no conceito de Deus. O segundo capítulo, A gênese (cognitiva) da superstição, acompanha linha a linha o Apêndice I para determinar como se origina a superstição e sua relação com os preconceitos, e em especial, o preconceito finalista. O terceiro capítulo, A gênese (afetiva) da superstição, acompanha o Prefácio do TTP e focaliza a dinâmica desejante e afetiva que move e sustenta a superstição, situando o medo a partir do desejo imoderado de bens incertos. O quarto capítulo, Superstição: uma Fabrica procura compreender a dinâmica operativa da superstição e procura pensá-la em suas duas modalidades: a primeira, mais prosaica e cotidiana, como visão de mundo, e a segunda, resultado direto da transformação de preconceitos em teorias, ou seja, como sistema doutrinário. Ao fim e a cabo, procura-se compreender a fabrica de superstição em toda sua operatividade. Logica sive Fabrica.

Da enxada que ara a terra e fere o corpo ao lápis que corre a folha e rabisca sonhos: projetos de vida de pessoas adultas e idosas na Educação de Jovens e Adultos

Details
16 September 2025
Last Updated: 16 September 2025

Nome Completo:

Jefferson Mercadante

Unidade da USP:

Faculdade de Educação

Programa de Pós-Graduação:

Educação

Nível:

Doutorado

Resumo:

Esta pesquisa nasceu da vontade de escutar e valorizar as histórias de vida de pessoas adultas e idosas educandas da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Essas pessoas, ao retornarem à escola, trazem consigo não apenas o desejo de aprender a ler e escrever, mas também a esperança de resgatar sua dignidade, afirmar sua identidade e construir novos projetos de vida. O estudo se organizou em duas frentes: de um lado, ouvir os educandos sobre seus projetos de vida; de outro, realizar uma formação continuada com professores, incentivando novas práticas pedagógicas para essa modalidade. A ideia central foi mostrar que a escola não deve ser apenas um espaço de transmissão de conteúdos, mas um lugar onde se produzem sonhos, sentidos e novas possibilidades. Os resultados revelaram que, para muitos educandos, a Educação é o elemento central de seus projetos de vida: aprender a ler, escrever, usar o computador, conquistar autonomia e compartilhar saberes com filhos e netos. Também ficou claro que a escola pode ser um espaço de ressignificação do passado e de projeção para o futuro. O direito ao projeto de vida deve ser universal, construído a partir da ampliação de horizontes, do enfrentamento das desigualdades e do fortalecimento da dignidade. Já os docentes que participaram da formação passaram a olhar para a EJA de outra forma. Ao conhecerem mais profundamente as histórias de seus alunos, compreenderam que ensinar é também acolher, escutar e criar oportunidades para que a vida de cada pessoa seja reconhecida em sala de aula. Essa mudança impactou a forma como planejam suas aulas, trazendo atividades mais significativas, conectadas às realidades dos alunos. Assim, a pesquisa demonstra que a EJA pode ser um espaço poderoso de transformação social: quando adultos e idosos têm seus projetos de vida reconhecidos e apoiados, eles se fortalecem, tornam-se mais autônomos e contribuem com a comunidade. Do mesmo modo, professores que se abrem a novas formas de ensinar tornam a escola mais humana e inclusiva. Por fim, esta investigação mostra que apostar na EJA é apostar em uma sociedade mais justa, solidária e democrática, uma sociedade que reconhece que nunca é tarde para sonhar, aprender e projetar o futuro.

Uma contribuição metodológica à realização de Ensaios de Proficiência em Software

Details
16 September 2025
Last Updated: 16 September 2025

Nome Completo:

Felipe Diniz Dallilo

Unidade da USP:

ICMC

Programa de Pós-Graduação:

Doutorado

Nível:

Doutorado

Resumo:

Ensaios de Proficiência são procedimentos essenciais para avaliar a capacidade de laboratórios em analisar temas específicos. Embora essa prática seja comum e bem explorada em diversas áreas, como na validação de exames médicos (sangue, radiografias) e testes de DNA, ela é pouco vista na literatura e raramente abordada no campo de software. Uma demanda do Inmetro impulsionou a necessidade de explorar esse tema. Assim, meu trabalho de doutorado se concentrou em desenvolver um processo para realizar Ensaios de Proficiência em softwares. Para validar e refinar o processo, foram conduzidos oito experimentos simulando ensaios em três universidades com estudantes de tecnologia de graduação e pós-graduação. Ao todo, 300 alunos participaram do experimento. Além do processo, a pesquisa resultou no desenvolvimento de ferramentas específicas para a execução dos ensaios, compartilhamento de dados, geração de indicadores de desempenho e utilização de inteligência artificial para extrair conhecimento do corpo de dados de forma textual (semelhante a fazer uma pergunta informal ao ChatGPT e receber uma resposta sobre o assunto). O projeto gerou resultados significativos, incluindo a publicação de dois artigos (com mais dois em desenvolvimento) e o registro de quatro patentes (uma para o processo e três para as ferramentas desenvolvidas).

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