Neuroreabilitação visual em pacientes autistas: impactos na fonoaudiologia
Nome Completo:
Daniele Alves Marinho
Unidade da USP:
Faculdade de Medicina
Programa de Pós-Graduação:
FMUSP - Ciências da Reabilitação
Nível:
Mestrado
Resumo:
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma alteração do neurodesenvolvimento que apresenta deficiências nas áreas de comunicação, comportamento e interação social. Uma das alterações observadas é a ausência do contato visual em alguns desses pacientes. Estudos em neurociências indicaram um prejuízo no processamento visual de pacientes no Transtorno do Espectro Autista. A ausência desse contato dificulta o engajamento e a interação com o outro, sugerindo que alterações perceptuais estão presentes no TEA e este pode ser um dos motivos da ausência do contato visual, ou seja, dificuldade no processamento visual de reconhecimento de face. O objetivo deste trabalho foi avaliar o impacto da ausência do contato visual no desenvolvimento global de 34 crianças autistas na faixa etária de 2 a 5 anos da Associação Fluminense de Amparo aos Cegos (AFAC). A AFAC é uma entidade que assiste crianças com problemas de desenvolvimento, independentemente de terem ou não alterações visuais. Foram utilizados como critérios de exclusão crianças com patologias em comorbidade com o TEA, questionários incompletos e não aceitação do termo de livre e esclarecido. Realizou-se um encontro semanal com cada criança, de forma individual onde foram aplicados os exercícios do "Protocolo de Contato Visual". As famílias foram instruídas a aplicar atividades em casa nos outros seis dias da semana. A pesquisa revelou que, após 12 semanas de implementação do Protocolo de Contato Visual, houve melhora no contato visual, na atenção compartilhada, no nível simbólico, na comunicação, entre outros elementos cruciais para uma função comunicativa eficiente.