QUEM PODE PUXAR MEU TAPETE? Os limites entre o ordinário e o excepcional em expressões idiomáticas
Nome Completo:
Claudia Souza Coelho
Unidade da USP:
Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Programa de Pós-Graduação:
Semiótica e Linguística Geral
Nível:
Doutorado
Resumo:
Expressões idiomáticas como "arregaçar as mangas", "comer o fígado", "tirar o cavalinho da chuva", entre outras, estão presentes na fala de todos os brasileiros. Essas expressões apresentam algumas peculiaridades quando comparadas a outras frases da língua, o que faz com que tenham recebido atenção da literatura linguística como construções que podem elucidar algumas importantes questões sobre o nosso conhecimento linguístico como seres humanos. Minha tese se concentrou em demonstrar que algumas das características das expressões idiomáticas, tratadas como excepcionais na literatura, são, na verdade, reflexo de fenômenos que acontecem na língua também em contexto não-idiomático - mas é essencial saber em qual parte do nosso conhecimento procurar explicações para essas características. Assim, mostramos que as expressões idiomáticas são uma fonte valiosa de pesquisa linguística, mas não pelos motivos até então investigados pela literatura - e, sim, pela possibilidade de refletirem traços distintos da língua a que pertencem.