Geração de conjuntos para modelos de escolha de rotas cicloviárias baseada em dados de geolocalização
Nome Completo:
Flávio Tapajós Weingrill Coelho Pereira
Unidade da USP:
Escola Politécnica
Programa de Pós-Graduação:
Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Transportes
Nível:
Mestrado
Resumo:
No momento de projetar infraestrutura de transportes como rodovias, ferrovias, portos ou ciclovias, é necessário prever de alguma maneira quantas pessoas utilizarão aquele meio, evitando tanto desperdícios de recursos em obras maiores do que o necessário quanto qualidades de serviço ruins para obras que não conseguem comportar toda a demanda necessária. Essas estimativas normalmente são feitas por considerando que os indivíduos têm critérios racionais para melhorar o deslocamento do lugar onde estão para o lugar para onde desejam ir. Essa pesquisa olha para o outro lado: pessoas que utilizam bicicletas por lazer ou por esporte e que, portanto, não têm a intenção de chegar a um lugar específico procuram "melhorar" seu deslocamento por meio de critérios racionais? Existe uma distinção clara entre pessoas que estão andando de bicicleta por lazer e aquelas que estão apenas querendo chegar a algum lugar? Esses critérios podem ser utilizados para projetar calçadas e ciclovias em locais para atrair pessoas que não têm necessariamente o propósito de chegar a algum lugar? Para responder a essas perguntas, foram utilizados os dados de GPS de uma empresa de aluguel de bicicletas na cidade de São Paulo, foi criado um índice matemático para medir o quão "reto" foi cada caminho feito pelos ciclistas e foi possível concluir que as rotas menos "retas" - que podem ser associadas ao lazer e ao esporte - costumas ser muito maiores do que o necessário para chegar ao destino que elas atingiram mas, mesmo assim, não tentam desviar de subidas moderadas e tentam desviar pouco de subidas grandes quando comparadas às rotas de ciclistas que se dirigiram com menos desvios em relação às rotas mais curtas. Com essa pesquisa, os planejadores de infraestrutura cicloviária poderão replicar o método apresentado a fim de poderem avaliar quais as alternativas facilitam não apenas o deslocamento em bicicletas para propósitos utilitários como também atraem ciclistas que estejam dedicando seu tempo a atividades prazerosas.