Verificação automatizada de regras de acessibilidade em modelos BIM utilizando o padrão IDS
Nome Completo:
Eduardo Alves de Mendonça
Unidade da USP:
Escola Politécnica
Programa de Pós-Graduação:
Construinova
Nível:
Mestrado
Resumo:
A dissertação de mestrado de Eduardo Alves de Mendonça, defendida na Escola Politécnica da USP, trata de como usar a tecnologia para facilitar a verificação de regras de acessibilidade em projetos de construção. A ideia central é automatizar esse processo com o uso do BIM, uma tecnologia que permite criar modelos digitais detalhados de edifícios. Esses modelos ajudam arquitetos e engenheiros a planejar melhor suas obras, simulando tudo antes da construção começar. O problema é que as regras de acessibilidade, como as da norma brasileira ABNT NBR 9050, são escritas em linguagem comum, feita para pessoas lerem. Mas os computadores precisam de uma linguagem mais estruturada para entender essas regras. A pesquisa mostra como transformar essas regras em uma linguagem que o computador possa ler e aplicar automaticamente. Para isso, Eduardo utilizou dois padrões internacionais: o IFC, que organiza as informações do projeto, e o IDS, que define o que deve ser verificado. Ele também aplicou uma metodologia chamada RASE, que ajuda a organizar as regras em partes como o que deve ser feito, onde se aplica e quando há exceções. O estudo testou esse processo em um modelo de uma escola infantil, verificando se os espaços estavam acessíveis conforme a norma. O resultado foi positivo: o processo funcionou bem e mostrou que é possível usar essas ferramentas para ajudar profissionais da construção a garantir que seus projetos estejam de acordo com as leis de acessibilidade. No entanto, o trabalho também identificou algumas limitações. Por exemplo, algumas informações ainda precisam ser inseridas manualmente no modelo, e o processo exige conhecimento técnico em BIM e nas normas. Mesmo assim, a pesquisa abre caminho para que, no futuro, a verificação de regras em projetos seja mais rápida, confiável e acessível para todos os profissionais da área. A dissertação contribui para tornar o uso do BIM mais inteligente e inclusivo, ajudando a construir um mundo mais acessível desde a fase do projeto.