Programa de intervenção fonológica com uso de gamificação para crianças com transtornos dos sons da fala
Nome Completo:
Daniela Aparecida Barbosa
Unidade da USP:
Faculdade de Medicina
Programa de Pós-Graduação:
Ciências da Reabilitação
Nível:
Doutorado
Resumo:
Imagine poder ajudar uma criança a falar melhor sem precisar sair de casa. A pesquisa desenvolvida pela fonoaudióloga Daniela Aparecida Barbosa durante seu doutorado, orientada pela Professora Doutora Haydée Fiszbein Wertzner, trouxe exatamente isso: uma solução inovadora para crianças com dificuldades na fala (quando ela troca um som por outro, como "tetepone" ao invés de "telefone"), utilizando a Telefonoaudiologia — um atendimento fonoaudiológico feito de forma online. O foco foi testar uma versão adaptada da Abordagem dos Ciclos, uma técnica eficaz para tratar transtornos dos sons da fala (nome técnico destas trocas de sons na fala). O que fizemos: Trabalhamos com 10 crianças entre 5 e 7 anos, diagnosticadas com transtorno dos sons da fala. Utilizamos uma linha de base múltipla, ou seja, fizemos avaliações detalhadas dois momentos antes do tratamento para saber como a criança estava se desenvolvendo, e outras duas avaliações depois do tratamento, para medir quanto que a fonoterapia online ajudou na evolução da criança. As crianças foram divididas em dois grupos: no primeiro, as sessões eram realizadas exclusivamente com a fonoaudióloga de forma online. Já no segundo, a família desempenhou um papel ativo, o adulto responsável foi previamente treinado e recebeu orientações sobre como conduzir seis das sessões de fonoterapia. Todas as crianças fizeram treinos de fala diários em casa, seguindo um planejamento. Os resultados: Todas as crianças melhoraram a fala após a intervenção: conseguiram pronunciar mais sons corretamente e reduziram os erros comuns. Analisando o tamanho do efeito da fonoterapia online entre os dois grupos, o grupo que teve parte das sessões conduzidas pela família apresentou um maior tamanho do efeito. Isso mostra que a participação ativa das famílias teve um impacto positivo. Todas as famílias relataram satisfação e facilidade em realizar as atividades propostas. O impacto social: A pesquisa reforça a ideia de que o envolvimento da família é fundamental na terapia fonoaudiológica, principalmente no ambiente virtual. Isso abre portas para que mais crianças, mesmo em locais distantes ou com dificuldade de acesso a serviços presenciais, possam receber o suporte necessário. Além disso, empodera as famílias ao transformá-las em agentes ativos no desenvolvimento dos seus filhos. Assim, esta abordagem não só melhora a fala das crianças, mas também promove inclusão, acessibilidade e a participação direta das famílias no processo terapêutico. Isso é tecnologia com responsabilidade a serviço do desenvolvimento infantil!